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  • Analista de Desenvolvimento de Sistemas

Helio Tadeu Guimarães

Rio de Janeiro (RJ)
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Helio Tadeu Guimarães
Comentário · há 10 anos
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Helio Tadeu Guimarães
Comentário · há 12 anos
Realmente é incrível que não se observe o principal problema que impede o nosso crescimento: A desindustrialização do nosso país.

Este Fato já fora alertado pelo Economista Bresser Pereira. Se ele cometeu erros no passado, com certeza aprendeu e procurou esclarecer a todos, mas não foi ouvido.
Provavelmente por pessoas que tinham e ainda tem o poder, mas que nunca se preocuparam com o futuro do Brasil e de seu povo.

Conforme muito bem informado em outro comentário o liberalismo econômico, é uma dos principais causas quando executado de forma irresponsável e eleitoreira, ou com interesses pessoais. Da mesma forma, as privatizações.

A china quando recebia uma empresa estrangeira negociava a sua participação no controle acionário na empresa, garantindo empregos na china, criação de empregos, formação de pessoal qualificado, já que lá realmente havia transferência de tecnologia. Quando uma empresa chinesa se instala em outro país, também exige empregos para chineses onde esta empresa se instala, e a compra de equipamentos da china.

Nós ficamos como o México, e o exemplo da Holanda mencionado pelo Professor e cientista econômico Bresser Pereira. Disputamos com outros países subdesenvolvidos, a exportação de matéria prima para depois importarmos o produto com alto valor agregado. Enquanto o preço das commodities cobria o custo da importação dos produtos industrializados ainda dava para suportar com outras medidas paliativas.

Entregamos a preço de banana as nossas melhores empresas (não sou contra a privatização, mas sim contra a entrega), e, ainda, financiamos a sua venda, continuamos a financiar as suas operações, para que elas tenham muito lucro para enviar para as suas matrizes.

A Embraer, por exemplo, que enfrentava e vencia a concorrência da canadense Bombardier, (que tinha o apoio americano), agora implanta fábricas nos EUA, em Portugal, e a Brasileira, logo vai virar sucata. Essas ações que o governo brasileiro tem , para mim, é para fazer figuração. Com as fábricas dos aviões mais modernos no exterior, é brincadeira dizer que a gente tem controle da empresa, que temos os empregos mais qualificados na empresa, e que vamos ter as tecnologias mais novas implantadas nos novos aviões.

Acho que temos ou tivemos até agora, a 3ª maior produção de automóveis. e exportamos para quem?

Podemos desenvolver outros setores da economia, como o de serviços, por exemplo, mas temos que ter alguma produção industrial, com uma boa parcela de conteúdo tecnológico desenvolvido por brasileiros, com patente brasileira, para podermos competir com os outros países. Podemos, também, aumentar a exploração de serviços, por empresas brasileiras, em outros países, mas sempre fizemos o contrário.

Conforme, já dito, China e Coréia entraram no mercado global com suas empresas que já tinham desenvolvido ou adquirido tecnologia para poderem garantir as suas exportações em um mercado globalizado. Nós fabricamos sucatas, fabricamos produtos, em sua maioria, com tecnologia ultrapassada. Até mesmo, a pequena exportação de veículos para o México, tinha muito mais tecnologia do que o veículo vendido aqui muito mais caro, mais a culpa não é só de impostos, há outros interesses que não são esclarecidos pela imprensa.

Não me importa, se a empresa é de capital ou estrangeiro, me importa que ela produza aqui e exporte. Eu disse PRODUZIR, não montar, para que possamos desenvolver tecnologia e termos cada vez mais profissionais qualificados, podendo assim, com outras medidas complementares, termos uma condição de crescer, desenvolver, e garantir o nosso emprego, e não o dos americanos e europeus, conforme muitos fazem, achando que basta liberar ("entregar").
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Emanuel Braga
Emanuel Braga
Comentário · há 12 anos
Hyago, essa “conspiração”, como optou por chamar, de fato existe. Mas, como disse, ela não é um bicho-de-sete-cabeças, não é apenas uma perseguição kafkiana nos porões do poder; ela é, sobretudo, a não-aceitação por parte de uma grande parcela da sociedade brasileira da vitória do PT nacional (incluindo o poder judiciário que também é formado por eleitores), mesmo diante de tanta denúncia de corrupção. É o espanto dessa vitória que proporciona a ideia “Dilma não pode estar no cargo de presidente” e permite que movimentos sociais e institucionais, por meio de outros instrumentos legais, busquem retirar dela essa legitimidade eleitoral. O problema é que outra grande parcela da sociedade brasileira anseia a efetividade do seu voto e não votaram no PT ignorando completamente as denúncias de corrupção. Votaram pragmaticamente, pesando tudo, em uma balança de ônus e bônus político e histórico, a possível positividade e negatividade do atual governo e a possível positividade e negatividade de quem se apresentou como oposição. É um erro acreditar que existe gente mais esclarecida e menos esclarecida por conta de classe social e, assim, votos mais conscientes do que outros, pois os fatores socioeconômicos influenciam todas as classes sociais. Do mesmo modo que votam para manter a possibilidade de comprar a cesta básica, votam para manter a possibilidade de pagar menos a empregada doméstica. Tudo é economia e, por isso mesmo, tudo é economia política, meu caro.
Quanto ao ex-presidente Collor, o contexto histórico de nossa recém-nascida “democracia eleitoral” era completamente diferente do atual contexto. Os eleitores eram outras mentalidades, a mídia tradicional não tinha essa concorrência salutar com as redes sociais e, no fundo, é um grande mistério político o fenômeno de ascensão e queda da figura, então “nacional”, do Collor.
Podemos nos arriscar a afirmar que o impeachment do Collor seja um golpe de marajás bem maiores que ele próprio. Mas, talvez o correto seja dizer que o início da redemocratização do Brasil é um grande mistério da física política. Tancredo morre e se salva da queimação pública virando um herói sem feitos, entra então o vice, o nada democrático, o oligarca, filhote do Arena, Sarney. Quatro anos depois temos eleições de fato e vejam só: Collor vai para um segundo turno com Lula, que não é nem sombra do “Lula de 2002”. Collor, também filhote do Arena, um ilustre desconhecido representando uma coligação de partidos nanicos. Lula, um socialistão duro, sem meias palavras, com direito a cigarro e tudo o que a velha esquerda tem direito. Em terceiro, batendo na trave do segundo turno, Brizola, outro socialistão duro, sem meias palavras, com militância e experiência em governo inspirado em princípios da esquerda e combate à ditadura militar. Quer dizer, era uma esquerda de aço contra uma marionete inventada ali às vésperas das eleições. Collor ganha as eleições nos braços do grupo Globo e Abril e em 1992, com denúncias de corrupção muito menores que abalaram o primeiro mandato de Lula (2003 - 2006) e, “de repente”, se viu alvo de um dispositivo constitucional com nome estrangeiro chamado impeachment, sem direito a choro nem vela. A mesma mass mídia que o apoiou, o colocou por terra junto com um Congresso Nacional mais corrupto que a cúpula do executivo. E assistimos a tudo pela TV, meio catárticos, matutando, talvez, "então, isso é a democracia".
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